ruas e olhares: nossa política é poesia, nossa poesia é política.

ando/fotografo/estendo meu olhar à poesia dos que resistem/ocupo/compartilho/reflito/divulgo/troco…

nós sabemos a diferença entre quem é da rua e quem não é. quem sufoca não é.
os poetas são.
quem é cego e surdo por não querer ver nem ouvir não é.
os livres são da rua.
até que sua liberdade encontre a força antipoética da polícia (ou a eterna poesia da morte).

procuramos uma poesia essencialmente marginal.
questionamos a excessiva intolerância vinda da sociedade de consumo, que já não sabe o que é lixo e o que não é.

há uma política que alimenta desejos com um bombardeio publicitário muito mais poluidor que qualquer coisa, e que funciona em conjunto com outra política, que, utilizando os jornais, alimenta o terror às ruas e, em última instância, à manifestação de tudo o que não é lucrativo.

nós saimos às ruas. como se ainda pertencessem a todos nós.
e a única violência que encontramos é a violência dos jornais, das placas, da polícia e das vítimas da opressão e da injustiça.

no mais, encontramos a poesia e a adotamos como nossa política.

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4 comentários em “ruas e olhares: nossa política é poesia, nossa poesia é política.

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